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segunda-feira, 18 de outubro de 2010
sábado, 16 de outubro de 2010
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
NÃO É NADA FÁCIL EDUCAR!

Não é nada fácil educar...
Educar...essa tarefa dos pais, dos professores...é por isso que os avós sentem sempre o Pássaro da Alma a voar quando estão com os netos e os pais nem sempre...nas alturas em que é preciso dizer que NÃO, nas alturas em que é preciso EDUCAR, tudo se complica. Quando os filhos ficam tristes o Pássaro da Alma dos pais fica arrasado mas tem de se manter porque AMAR é CUIDAR mas AMAR é também EDUCAR! Isto é o que acontece também com os meus meninos, sejam os crescidos ou os pequeninos...quando tenho de tomar medidas educativas que sei serem importantes, às vezes até determinantes, para a estruturação deles, o meu Pássaro da Alma fica triste, mas tão triste que deixa de voar porque é muito dificil educar. Educar implica estabelecer limites e fazer cumprir esses limites e com os alunos mais crescidos é muito mais dificil porque a exigência tem de ser muito maior e também porque estão na idade da rebeldia, da contestação e, apesar de eu saber e compreender isso, não posso poupá-los às consequências do que fazem. Hoje foi a primeira vez que isso aconteceu...não fizeram nada de transcendente...falam, falam, falam e hoje registei o número deles no livro de ponto o que significa que vão ter de responder por isso e o meu Pássaro da Alma ficou tão triste que ficou parado e não se mexeu mais durante o resto do dia. Nem quando estive no Jardim de Infância e os pequeninos me chamaram, me desafiaram, me pediram e insistiram para brincar com eles, como estão habituados quando lá estou, eu fui porque o meu Pássaro da Alma continuava imóvel. Ao fim da tarde, quando estava a sair, encontrei dois dos meus meninos rebeldes, de quem já gosto muito e disse-lhes:
"Estou muito contente convosco... : ("
"Oh stora..." disseram.
"Não é stora...o que vocês não percebem é que eu não gosto nada de vos castigar..."
"A stora pôs mesmo os nossos números no livro de ponto???"
"Claro que sim!"
"Oh stora..."
Depois ficámos ali a conversar, sentados no muro, sobre outras coisas descontraidamente e o meu Pássaro da Alma levantou voo!
sábado, 9 de outubro de 2010
O PÁSSARO DA ALMA
O Pássaro da Alma
No fundo, bem lá no fundo do corpo, mora a alma
Ainda não houve quem a visse,
Mas todos sabem que ela existe.
E não só sabem que existe,
Como também sabem o que lá tem dentro.
Dentro da alma,
Lá bem no centro,
Pousado numa pata
Está um pássaro.
E o nome do pássaro é pássaro da alma
E ele sente tudo o que nós sentimos:
Quando alguém nos magoa
O pássaro da alma agita-se para lá e para cá
Em todos os sentidos dentro do nosso corpo
Sofre muito.
.
Quando alguém nos ama,
O pássaro da alma dá pulinhos
De contente,
Para trás e para a frente,
Vai e vem.
.
Quando alguém nos chama,
O pássaro da alma põe-se logo à escuta da voz,
A fim de reconhecer que tipo de apelo é.
Quando alguém se zanga connosco,
O pássaro da alma recolhe-se dentro de si
Tristonho e silencioso.
.
E quando alguém nos abraça, o pássaro da alma
Que mora no fundo, bem lá no fundo do nosso corpo
Começa a crescer a crescer,
Até encher quase todo o espaço dentro de nós
Tão bom é para ele o abraço.
.
Dentro do corpo, no fundo, bem lá no fundo, mora a alma.
Ainda não houve quem a visse,
Mas todos sabem que ela existe.
E ainda nunca,
Nunca veio ao mundo alguém
Que não tivesse alma.
Porque a alma entra dentro de nós no momento em que nascemos
E não nos larga
- Nem uma só vez –
Até ao fim da vida.
Como o ar que o homem respira
Desde a hora em que nasce
Até à hora em que morre.
Decerto querem também saber de que é feito o pássaro da alma
Ah, isso é mesmo muito fácil:
É feito de gavetas e mais gavetas.
Mas não podemos abrir as gavetas de qualquer maneira,
Pois cada uma delas tem uma chave para ela só!
E o pássaro da alma
É o único capaz de abrir as gavetas dele.
Como?
Pois isso também é muito simples:
Com a segunda pata.
.
O pássaro da alma está pousado numa pata,
E com a outra – que em descanso está dobrada sob a barriga
Roda a chave da gaveta que quer abrir,
Puxa pelo puxador, e tudo que está dentro dela
Sai em liberdade para dentro do corpo.
.
E como tudo o que sentimos tem uma gaveta,
O pássaro da alma tem imensas gavetas:
A gaveta da alegria e a gaveta da tristeza
A gaveta da inveja e a gaveta da esperança
A gaveta da desilusão e a gaveta do desespero
A gaveta da paciência e a gaveta do desassossego
E mais a gaveta do ódio, a gaveta da cólera e a gaveta do mimo.
A gaveta da preguiça e a gaveta do vazio.
A gaveta dos segredos mais escondidos,
Uma gaveta que quase nunca abrimos.
E há mais gavetas
Vocês podem juntar todas as que quiserem.
.
Às vezes uma pessoa pode escolher e indicar ao pássaro
As chaves a rodar e as gavetas a abrir.
E outras vezes é o pássaro quem decide
Por exemplo: a pessoa quer estar calada e diz ao pássaro
Para abrir a gaveta do silêncio.
Mas ele, por auto recriação
Abre-lhe a gaveta da fala,
E ela desata a falar, a falar sem querer.
Outro exemplo: a pessoa quer escutar pacientemente
- E em vez disso ele abre-lhe a gaveta do desassossego
Que faz com que ela se enerve.
.
E acontece que a pessoa tenha ciúmes sem qualquer motivo.
E que estrague justamente quando mais quer ajudar.
Porque o pássaro da alma nem sempre é disciplinado
E as vezes dá-lhe trabalhos …
-
Agora já compreendemos que cada homem é diferente do seu semelhante
Por causa do pássaro da alma que tem dentro de si.
O pássaro que em certas manhãs abre a gaveta da alegria,
E a alegria jorra dela para dentro do corpo
E o dono dele fica feliz.
.
E quando o pássaro lhe abre
A gaveta da raiva,
A raiva escorre de dentro dela e
Domina-o totalmente.
E até que o pássaro
Volte a fechar a gaveta
Ele não pára
De se zangar.
.
E quando o pássaro está de mau humor
Abre gavetas que dão mal-estar.
E quando o pássaro está de bom humor
Escolhe gavetas que fazem bem.
.
E o mais importante - é escutar logo o pássaro
Pois acontece o pássaro da alma chamar por nós, e nós não o ouvirmos
É pena. Ele quer falar-nos de nós próprios.
Quer falar-nos dos sentimentos que estão encerrados nas gavetas
Dentro de nós.
.
Há quem o ouça muitas vezes
Há quem o ouça raras vezes,
E há quem o ouça
Uma única vez na vida.
.
Por isso vale a pena
Talvez tarde, pela noite, quando o silêncio que nos rodeia,
Escutar o pássaro da alma que mora dentro de nós,
No fundo, lá bem no fundo do corpo.”
.
No fundo, bem lá no fundo do corpo, mora a alma
Ainda não houve quem a visse,
Mas todos sabem que ela existe.
E não só sabem que existe,
Como também sabem o que lá tem dentro.
Dentro da alma,
Lá bem no centro,
Pousado numa pata
Está um pássaro.
E o nome do pássaro é pássaro da alma
E ele sente tudo o que nós sentimos:
Quando alguém nos magoa
O pássaro da alma agita-se para lá e para cá
Em todos os sentidos dentro do nosso corpo
Sofre muito.
.
Quando alguém nos ama,
O pássaro da alma dá pulinhos
De contente,
Para trás e para a frente,
Vai e vem.
.
Quando alguém nos chama,
O pássaro da alma põe-se logo à escuta da voz,
A fim de reconhecer que tipo de apelo é.
Quando alguém se zanga connosco,
O pássaro da alma recolhe-se dentro de si
Tristonho e silencioso.
.
E quando alguém nos abraça, o pássaro da alma
Que mora no fundo, bem lá no fundo do nosso corpo
Começa a crescer a crescer,
Até encher quase todo o espaço dentro de nós
Tão bom é para ele o abraço.
.
Dentro do corpo, no fundo, bem lá no fundo, mora a alma.
Ainda não houve quem a visse,
Mas todos sabem que ela existe.
E ainda nunca,
Nunca veio ao mundo alguém
Que não tivesse alma.
Porque a alma entra dentro de nós no momento em que nascemos
E não nos larga
- Nem uma só vez –
Até ao fim da vida.
Como o ar que o homem respira
Desde a hora em que nasce
Até à hora em que morre.
Decerto querem também saber de que é feito o pássaro da alma
Ah, isso é mesmo muito fácil:
É feito de gavetas e mais gavetas.
Mas não podemos abrir as gavetas de qualquer maneira,
Pois cada uma delas tem uma chave para ela só!
E o pássaro da alma
É o único capaz de abrir as gavetas dele.
Como?
Pois isso também é muito simples:
Com a segunda pata.
.
O pássaro da alma está pousado numa pata,
E com a outra – que em descanso está dobrada sob a barriga
Roda a chave da gaveta que quer abrir,
Puxa pelo puxador, e tudo que está dentro dela
Sai em liberdade para dentro do corpo.
.
E como tudo o que sentimos tem uma gaveta,
O pássaro da alma tem imensas gavetas:
A gaveta da alegria e a gaveta da tristeza
A gaveta da inveja e a gaveta da esperança
A gaveta da desilusão e a gaveta do desespero
A gaveta da paciência e a gaveta do desassossego
E mais a gaveta do ódio, a gaveta da cólera e a gaveta do mimo.
A gaveta da preguiça e a gaveta do vazio.
A gaveta dos segredos mais escondidos,
Uma gaveta que quase nunca abrimos.
E há mais gavetas
Vocês podem juntar todas as que quiserem.
.
Às vezes uma pessoa pode escolher e indicar ao pássaro
As chaves a rodar e as gavetas a abrir.
E outras vezes é o pássaro quem decide
Por exemplo: a pessoa quer estar calada e diz ao pássaro
Para abrir a gaveta do silêncio.
Mas ele, por auto recriação
Abre-lhe a gaveta da fala,
E ela desata a falar, a falar sem querer.
Outro exemplo: a pessoa quer escutar pacientemente
- E em vez disso ele abre-lhe a gaveta do desassossego
Que faz com que ela se enerve.
.
E acontece que a pessoa tenha ciúmes sem qualquer motivo.
E que estrague justamente quando mais quer ajudar.
Porque o pássaro da alma nem sempre é disciplinado
E as vezes dá-lhe trabalhos …
-
Agora já compreendemos que cada homem é diferente do seu semelhante
Por causa do pássaro da alma que tem dentro de si.
O pássaro que em certas manhãs abre a gaveta da alegria,
E a alegria jorra dela para dentro do corpo
E o dono dele fica feliz.
.
E quando o pássaro lhe abre
A gaveta da raiva,
A raiva escorre de dentro dela e
Domina-o totalmente.
E até que o pássaro
Volte a fechar a gaveta
Ele não pára
De se zangar.
.
E quando o pássaro está de mau humor
Abre gavetas que dão mal-estar.
E quando o pássaro está de bom humor
Escolhe gavetas que fazem bem.
.
E o mais importante - é escutar logo o pássaro
Pois acontece o pássaro da alma chamar por nós, e nós não o ouvirmos
É pena. Ele quer falar-nos de nós próprios.
Quer falar-nos dos sentimentos que estão encerrados nas gavetas
Dentro de nós.
.
Há quem o ouça muitas vezes
Há quem o ouça raras vezes,
E há quem o ouça
Uma única vez na vida.
.
Por isso vale a pena
Talvez tarde, pela noite, quando o silêncio que nos rodeia,
Escutar o pássaro da alma que mora dentro de nós,
No fundo, lá bem no fundo do corpo.”
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
AS MÃOS SERVEM PARA PROTEGER!
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As mãos servem para ajudar!
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As mãos servem para brincar!
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As mãos servem para acariciar!
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As mãos servem para proteger!
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As mãos servem para ensinar!
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As mãos servem para limpar as lágrimas!
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As mãos servem para construir!
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CEF 3
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quarta-feira, 22 de setembro de 2010
UMA EDUCAÇÃO AFECTIVA...
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Uma Educação Afectiva para uma Cidadania Efectiva
Uma Educação Afectiva para uma Cidadania Efectiva
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O meu irmão vai ser operado amanhã de manhã. Estou super nervosa...não costumo estar assim, costumo ser muito mais confiante...
Acho que é tudo junto...esperava ir lá hoje dar-lhe um beijinho mas não deu...é claro que não alterava nada...
No ano passado enchi duas luvas como se fossem balões com o dedo polegar a servir de nariz e os outros quatro a servir de cabelos e desenhei, com um marcador grosso de acetato, uns olhos e uma boca muito alegres e expressivos e colei com adesivo no varão da cama dele para não se sentir sozinho. Ficaram muito divertidos e o Zé gostou muito...
Uns dias depois "murchavam" e lá tinha de fazer outros. O Zé já não passava sem eles! Foram meses no hospital...meses em que todas as tardes nos encontravamos todos (somos 8 irmãos, mais as cunhadas e cunhados e filhos e sobrinhos...), ao fim da tarde no hospital. Enchiamos a sala e a varanda junto ao quarto dele.Durante as operações também estivemos sempre lá todos...somos tipo ciganos, mas limpinhos e civilizados! Liguei à minha mammy...tenho mesmo muita pena que ela tenha de passar por mais isto...ter uma família grande e muito unida multiplica as alegrias e os momentos muito bons mas também multiplica tudo o que é mau... Amanhã, durante a operação, estarei a dar aulas, como se nada fosse... talvez seja isso que me aperta o coração...a identificação com o que aconteceu com o meu filho Pedro que morreu sozinho, no silêncio do seu quarto, enquanto eu dormia tranquila no meu como se nada de importante se passasse...como se a minha vida não fosse ficar voltada do avesso, como se eu não fosse ficar reduzida a pó, cinza e nada... Respiro fundo e penso...amanhã estarei a dar aulas...muito mais do que passar ensinamentos estarei a formar jovens e a tentar dar aos meus alunos algo de mim mesma...muito mais do que ensinar estarei a tentar orientar, estruturar e formar pessoas com valores integrados, como fizeram comigo os meus pais, os meus irmãos e alguns professores e se isso acontecer com alguns deles já me poderei sentir vencedora e feliz.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
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